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Síndrome do impostor: saiba tudo sobre esse transtorno

  • 28 de jul. de 2017
  • 3 min de leitura

Uma pessoa que, apesar de todo seu esforço, acha que não é merecedora daquilo que conquistou. Ela se sente uma fraude e teme pelo dia em que será descoberta. Acredita que todos seus feitos são meramente frutos da sorte, do acaso, ou até mesmo da mentira.

A descrição acima te fez lembrar de algum amigo, familiar ou de você mesmo? Atenção, essa pessoa é uma vítima da síndrome do impostor. Neste artigo, serão apresentados alguns pontos importantes para que você entenda melhor este fenômeno.

O que é a síndrome do impostor?

Um transtorno que faz com que a vítima duvide de sua própria capacidade, se tornando incapaz de internalizar suas conquistas. Ou seja, acredita fielmente que todos seus objetivos foram alcançados devido a sorte, ou qualquer outro fator externo. E ainda, acha que um dia alguém descobrirá que ela é um impostor, e assim será exposta à vergonha e ao vexame.

Isso pode acometer as pessoas mais capazes, dedicadas e inteligentes (mas elas não se vêem dessa forma). Quem apresenta essa síndrome possui uma baixa autoestima e sempre se compara aos outros, supervalorizando as qualidades e a capacidade deles. O fenômeno geralmente surge em momentos de transição ou de novos desafios, que já causam insegurança. Casos de vítimas também são comuns no universo acadêmico, principalmente em estudantes de pós graduação e mestrado.

Como esse transtorno se manifesta?

O primeiro sinal pode ser um dos dois extremos: overdoing ou underdoing. O overdoing é o "fazer demais", se tornar um workaholic. As pessoas tomam essa atitude para compensar os erros que acreditam ter cometido e também para encobrir sua suposta falta de capacidade. Já o underdoing seria o "fazer de menos", uma resposta ao medo de se dedicar demais e acabar falhando, e também para evitar que suas falhas sejam associadas à sua incapacidade, e sim apenas à preguiça.

Alguns outros sinais são:

  • Buscar discrição para se tornar imperceptível, desviando de avaliações e fiscalizações;

  • Utilizar habilidades sociais, como o carisma, para conseguir aprovação;

  • Fazer discursos autodepreciativos, destacando seus pontos fracos;

  • Procrastinar tudo o que for possível, para utilizar a falta de tempo como desculpa no caso de fracasso;

  • Reavaliar constantemente o próprio trabalho, pois não se sente seguro;

  • Praticar autossabotagem, para já acabar com qualquer possibilidade de sucesso;

  • Fugir de ser o centro das atenções;

  • Nunca terminar nada, para já evitar o caso de ser avaliado e criticado, utilizando frases como "Ainda estou terminando".

Me identifiquei, e agora?

Com um pouco de dedicação, é possível se livrar dessa síndrome. Toda mudança começa internamente, assim, o primeiro passo é aprender a aceitar seus sucessos e a lidar com os fracassos. Qualquer pessoa está suscetível a erros, mas eles não são irreparáveis. Você pode, inclusive, tirar proveito aprendendo com eles.

Outro ponto que merece destaque é o fortalecimento da autoestima. Desta forma, você terá maior certeza de sua capacidade, inteligência e de todos seus outros pontos fortes. Para auxiliar no tratamento dessa síndrome, é importante encontrar um colega confiável, que será sincero na avaliação de seu trabalho.

Em todo caso, também existe a Terapia Cognitivo-Comportamental, onde você pode contar com profissionais especializados.

A síndrome do impostor é a realidade de muitas pessoas, principalmente jovens, e pode parecer uma condição sem saída. Mas, reconhecendo sua situação e se esforçando para mudá-la, a recuperação é tranquila e traz inúmeras recompensas.

Aproveite para compartilhar este post nas redes sociais e ajudar seus amigos que estão passando por esse problema!

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